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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Bora Ouvir Francisco, el Hombre?





E já subimos 232 posts suados através desse projeto pessoal sem patrocínio e sem interesses financeiros.


Mas o meu pagamento sempre chega!


Eu tenho conhecido muitas pessoas e músicas incríveis e foi graças ao Bora Ouvir Uma que eu conheci o segundo som mais louco que eu já ouvi nesses meus 32 anos.


É uma mistura latiníssima de salsa com merengue com samba com frevo com maracatu com marchinha de carnaval com charanga com psicodelia… É uma batucada capaz de remexer até defunto. Eu me identifiquei demais!


É uma galera que não fica em cima do muro. Seja na música ou na política ou na sexualidade ou no visual ou no quer que seja, eles sempre tomam partido. Eu me identifiquei demais!


O visual deles também não é nada tradicional, abusando bastante das vestimentas e das maquiagens. Eu não me identifiquei com essa parte em específico, mas essa é a grande mensagem que essa galera nos traz: seja quem você quer ser e foda-se a opinião alheia. Seja autêntico e feliz!






São 2 irmãos mexicanos que se juntaram a 3 amigos brasileiros e resolveram viver de música. Cada um trouxe o instrumento que sabia tocar e partiram em busca de subsistência tocando pela América Latina. Na viagem, acumularam sons e instrumentos de percussão. Esse catado de sons e influências inspirou na escolha do nome da banda.


Segundo uma antiga lenda colombiana, reproduzida por Gabriel Garcia Marquez em Cem Anos de Solidão, Francisco, el Hombre, era um músico viajante de quase 200 anos que venceu o diabo em um duelo de acordeom.


Depois de um assalto traumático em Mendoza, na Argentina, em 2015, ficaram até sem os seus instrumentos musicais. Foi preciso apelar para vaquinhas na internet e a colaboração de muita gente para que eles conseguissem minimamente instrumentos para tocar e conseguir comida.


O trauma refez a banda. Resolveram sair mais do Espanhol para o Português e passaram a compor coletivamente.


É daí que vem a explosão e o grito: SOLTASBRUXA! O novo álbum da versão 2.0 da banda.


Segundo a Wikipedia, Francisco, el Hombre, também pode ser chamado por:


  • Sebastián Piracés-Ugarte - vocal, percussão e violão
  • Mateo Piracés-Ugarte - vocal e violão
  • Juliana Strassacapa - vocal e percussão
  • Andrei Martinez Kozyreff - guitarra
  • Rafael Gomes - baixo, vocal de apoio























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Sobe o SOM!


) Tá com Dólar, Tá com Deus


Já vou começar logo “de com força” e essa é A MÚSICA que me trouxe à banda. Crítica pesada ao sistema financeiro-religioso em que vivemos. E ainda tem aquele palavrãozinho que eu amo. Eu me identifiquei demais!


O dólar vale mais que eu,
eita, fudeu,
vale mais que eu


se essa vida se resume a dinheiro
corre corre o dia inteiro para a vida se pagar





PS: Tente não ficar olhando para as mãozinhas se mexendo no vídeo. É perigoso para a sua saúde.




) Triste, Louca ou Má


Agora, eu mudo para uma música que “não é” deles. Eu brinquei com as aspas porque o som a seguir é muito fora da curva, totalmente diferente da batucada que eu descrevi lá no começo.


É bem pesado e introspectivo. Então, só dê o play se você aguentar…


É um hino feminista pela libertação das mulheres, capaz de encantar a todos os gêneros.


Triste, louca ou má
será qualificada
ela quem recusar
seguir receita tal


a receita cultural
do marido, da família.
cuida, cuida da rotina


que um homem não te define
sua casa não te define
sua carne não te define
você é seu próprio lar







) Calor Da Rua


Mais latino impossível.


Não sou pedra mas posso endurecer
Não sou lenha mas eu incendeio







) Como Una Flor


Viva la América Latina!







) Francisco, el Hombre


Liberdade pra dentro da cabeça!


Desde pequeño yo preguntaba si puedo ser quien quiera:
No se puede!
Iban diciendo y siguen diciendo que vivir de la guitarra:
No se puede!
Nos los dudaron y nos contestaron que vivir sin ser esclavo:
No se puede!
Nos derrumbaron y nos gritaron que vivir de pelo largo:
No se puede!








) Bolso Nada


Um hino político que já está explodindo também:


Desrespeito é o que prega então é o que colherá
Jogo purpurina em cima para o feio embelezar







) Full Show (AudioArena Originals)


E foi assim que o Youtube me trouxe esses malucos. E eu agradeço demais!


Tem músicas que só se salvam no “ao vivo”. Tem bandas que se transformam no “ao vivo”. Eu já tive oportunidade de ver muitos artistas “ao vivo”, mas isso aqui é inexplicável.


A forma como esses malucos explodem no show é contagiante.


Em outubro, finalmente estarei com o Oasis. U2 virá de brinde. Ainda pretendo ver alguns amigos aqui do blog: Marcos Pagu e Arleno Farias. Mas o bom Deus também há de me levar a um show de Francisco, el Hombre…


Em tempo: esse programa também nos dá a oportunidade de ouvir o artista conversando.






Viva a música latina!


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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Bora Ouvir Forró Malino – Tempo Bom?






#BoraOuvirUmaCelebrando


É semana de festa nos blogs Bora Ouvir Uma e Fazendo um projeto dar certo e nós já começamos “de com força”.


É também a semana do aniversário da mãetrocinadora do Bora Ouvir Uma.


E tome festa! Muita saúde e muitos carnavais para a minha mãe. Assim, ó:







E, se você manja um pouquinho de genética, já sabe a quem eu puxei para gostar tanto de música.


Eu me emociono muito ao ouvir a música do post. Eu me identifico com ela. Parece a minha própria história. Eu que também sou criador e que também saí cedo da casa da minha mãe em busca de um “futuro”. O choro da sanfona me faz chorar junto. Música é assim mesmo.


Tem gente que viaja no meu texto…
Espero que ele chegue até você”


A letra é escrita por uma pessoa adulta prestando contas para a sua mãe por todos os conselhos que ela já lhe deu. Aquela questão intensa das brigas e da desobediência.


A minha filha está com 4 anos e eu já estou vivendo o outro lado da moeda.


O Forró Malino é regionalismo na veia. No ritmo e na danação. Haja dicionário para quem não for das bandas de cá.






E ainda vem um manhê arrastado, baiano e ritmado.


Forró Malino vem com um timbre diferenciado e até um pouco esquisito, portanto, único. Ainda, é forró puxado no violão.


Forró Malino foi mais um tesouro que eu encontrei no Forró Stream, quem tanto tem contribuído com o blog e com o meu gosto musical:






Forró Malino – Tempo Bom


Olha onde eu estou manhê
Tudo que eu fiz manhê
Tem gente que viaja no meu som...
Espero que ele chegue até você
Demorei entender
Mas aprendi manhê
Que por mais que a gente seja bom
Não se pode viver sem sofrer
Se a tempestade
Bater na janela do coração
Você me ensinou
E eu não esqueço aquela oração
Se o vento forte
Trouxer lembranças do tempo bom
Espalho pela estrada por onde eu vou
Eu aprendi que não se tem tudo o que quer
Que atrás de um homem há sempre uma grande mulher
Que não importa o santo
O que salva é a fé
Não importa o que eu quero, mas o que Deus quiser
Eu sei
Que não se pode deixar de sorrir
Mesmo estando perdido e sem ter onde ir
O ser humano já nasceu com o dom de criar
E as minhas criações são as canções que eu cantar, manhê
Manhê… Manhê… Manhê
Criei… Criei… Criei…
Mas tudo que eu cantei
Histórias que eu sonhei
É lei… É lei… É lei…
Criei… Criei… Criei…
E sou culpado eu sei…
Das coisas que eu criei



E aqui é o Bora Ouvir Uma cumprindo uma de suas missões: descobrir e apresentar artistas.


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Sobe o SOM!







E agora um post scriptum muito louco


Esse foi o post, simplezinho como vários outros aqui do blog. Espero que você tenha curtido, como vários outros aqui do blog. Ou, pelo menos, tenha subido o som porque a música é muito boa.


Pesquisando material para o post, eu encontrei o Kuque Malino no Facebook. Chamei o cara pra assuntar e deu muito certo!


Ele está morando em Salvador. Pessoa muito acessível e atenciosa me passou várias informações sobre a banda, sobre a música e ainda me mandou várias músicas. Vamos lá:


O Forró Malino foi fundado no ano 2000 em Vitória por Kuque Malino e Nino Brown. Nino seguiu sua vida e o Kuque continuou malinando. Já está trabalhando no quinto disco. São uma banda de forró pé-de-serra com influências também de reggae e MPB.


Eles se consideram uma banda mineira e é lá em Minas onde tocam majoritariamente, apresentando um show 80% autoral.


Tempo Bom foi escrita em homenagem à mãe do Kuque, que morreu de forma trágica em 1984. É uma das músicas mais pedidas nos shows do Forró Malino. O Kuque também se engasga às vezes cantando essa música.


E agora a parte mais incrível desse post todo: a música é uma versão da música Yele do rapper haitiano Wyclef Jean. E assim, conseguiremos uma conexão mais forte com a galera do Haiti!


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Sobe o SOM!






Post scriptum II


Como é que o cara consegue chorar ouvindo forró?


Isso é música, bicho! Isso é música.


Fiquem em paz.


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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Bora Ouvir Homenagens ao Rio de Janeiro?







Fui tantas vezes trabalhar no Rio de Janeiro que acabei encontrando com o Agnaldo Timóteo no avião.


Ele estava muito grato porque o João Inácio Júnior o tinha convidado para uma participação especial no seu programa dominical da TV Diário. Pagou passagens e tudo mais…


Ele estava inconformado com o seu assessor que o tinha colocado na apertadíssima poltrona do meio do avião…


Ele brincou/mexeu com todas as pessoas que estavam nas quatro últimas fileiras do avião. Que figura!


Mas o que me marcou mesmo foi ele cobrando do seu colega compositor uma música que homenageasse o Rio de Janeiro, que fosse o verdadeiro hino do Rio de Janeiro, que todos cantassem a música e se lembrassem do Rio, que o Rio e a música fossem uma coisa só…


E eu fiquei só pensando lá na poltrona 24C:


Esse bicho deve tá louco! Deve haver pelo menos umas 30 músicas como a que ele quer. Só eu posso listar umas 5 aqui bem rapidinho e sem Google…


E foi assim que o Agnaldo Timóteo me deu um post.



Bora Ouvir Homenagens ao Rio de Janeiro?


Talvez a melhor descrição para o Rio de Janeiro venha da geografia. O relevo e o mar dão forma à cidade e isso vai puxando o resto.


As belezas naturais tão bem exploradas e vendidas como cartão-postal. A lagoa, a baía, as montanhas e morros… Tudo devidamente aproveitado. De um lado, um teleférico. Do outro, a estátua do Cristo. O maior cartão-postal do Rio e do Brasil. Uma das sete maravilhas do mundo, como nos lembra o genial Arleno Farias:


O Cristo sem voz se tornou uma das sete maravilhas comerciais do mundo.”




Os morros devidamente ocupados. Eu não paro de olhar e fico sempre embasbacado:


Como esses caras conseguem construir até lá em cima, tudo empilhadinho?


Os morros do tráfico. E das UPPs.





Essa geografia toda de morros resulta em poucas ruas e alguns túneis. E muito, mas muito, mas bota muito mesmo, trânsito e engarrafamentos. Às vezes, você está indo de táxi e não consegue nem acompanhar os pedestres.


Trânsito, violência, morros etc foram temas do nosso post sobre a selva:




Eu costumo chamar o Rio de Capital do Império. E isso representa um grande legado para a cidade em prédios e estruturas públicas e em problemas federais também. Acho que os cariocas incorporam esse título com muita marra porque sabem que o Rio é foda!


Uma cidade cosmopolita de muitos sotaques. Da Jornada da Juventude com o Papa, da Copa e das Olimpíadas. E eu já tô quase parando de ficar chateado com os gringos que não respondem aos meus “bom-dias” nos hotéis. Afinal, eles não me entendem. O Rio de Janeiro é uma capital do mundo.







É uma cidade onde estão os artistas e você pode encontrá-los mais do que em outros lugares. Afinal, eles moram lá. Talvez também por ser a sede da Globo, quem tanto patrocinou arte no país nas últimas décadas. Capital da arte.







O astral do carioca deve vir um pouco de tudo isso o que eu falei. Vem das praias, dos esportes e da cultura. É uma cidade de muita música onde eu destaco a Lapa e a Avenida Mem de Sá. Capital da música.




Falando em Rio, carioca e música, uma menção também ao seu sotaque característico.


Não posso terminar o post sem mencionar os preços do Rio de Janeiro: um lugar caro pra caralho!


Resumindo, os cariocas são muito bons de marketing e conseguem vender o samba, o Cristo e o Rio de Janeiro como o som, a imagem e o jeito de se viver no Brasil.










De toda essa marra, marca, marketing e astral, surgem o maior carnaval, o maior réveillon, enfim, as maiores festas.


E de tanto marketing e tanto amor, vieram várias homenagens musicadas.


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Sobe o SOM!


#1 Aquele Abraço (Gilberto Gil)







#2 Rio 40 Graus (Fernanda Abreu)







#3 Do Leme ao Pontal (Tim Maia)







#4 Samba do Avião (Antônio Carlos Jobim)







#5 Delírio dos Mortais (Djavan)







#6 Cidade Maravilhosa (Marchinha de Carnaval)







#7 Glamour Tropical (Rio em Dia de Paz) (Natiruts)







#8 What is Love (Janelle Monáe)
(Abertura do filme Rio 2)







POST SCRIPTUM


Vocês acham que eu só escrevo mentiras? Que eu invento essas histórias todas por ser escritor de ficção? Pra poder ter assunto para os posts? Pois vejam essa notícia de 2013:




#9 Rio Cartão Postal do Brasil (Agnaldo Timóteo)







POST SCRIPTUM 2


Mas no Rio de Janeiro não tem baião de dois:




Um abraço.


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