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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Bora Ouvir os 3 melhores posts de 2018?







Eu brinquei no ano passado que as retrospectivas estavam proibidas, mas cá estamos haha







Meio fora de tempo, meio fora do padrão, mas, como dizia um colega meu: antes cedo do que nunca haha


E também é importante ter esse post no portfólio do blog.


Foi um ano fraco também aqui no blog. Afinal, a bebê tomou toda a minha energia e eu só consegui produzir 20 posts inéditos. E aqui vou tentar escolher os 3 melhores.


Pra disputa ficar mais justa, excluí o último post do ano no qual fiz uma análise da qualidade musical atual e brinquei com uma retrospectiva futurista de dance music:




Excluí também o superpost especial das novelas comemorativo dos 3 anos do blog:




Então, partiu!


Clique nos links para ler os posts premiados! Curta todo o ecletismo, variedade e qualidade do blog.


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Sobe o SOM!




O blog tem me possibilitado conhecer e apresentar diversos artistas e bandas. Acabou virando um pagamento e uma missão. Na medalha de bronze, apresentamos o rock gaúcho baladinha da Vera Loca. E é uma responsabilidade imensa apresentar um artista que não está na grande mídia.







Uma das marcas do blog é fazer playlists temáticas e dessa vez juntamos 8 timbres femininos bastante diferentes para homenageá-las. Medalha de prata, mas poderia ser rosa.







Tradição mantida foi trazer rock brasil no meu aniversário. E é uma responsabilidade imensa apresentar a discografia de uma banda com tantos fãs. Pra cada disco, cada música selecionada, dei uns palpites. Post completíssimo!







Então era isso. Pra quem é do blog, grande abraço. Pra quem não conhecia, prazer. Soooooobe o som!


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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Bora Ouvir a Dance 2020?






Daí liga o meu pai pra reclamar: a Jangadeiro FM só toca os mesmos 8 artistas. E eles são indistinguíveis entre si. São praticamente as mesmas músicas. De manhã, quando eu vou, as mesmas músicas. E à tarde, quando eu volto, lá estão elas de novo. E no outro dia é a mesma coisa.


Será que as músicas estão todas iguais?


É a produção artística comercial. Chegou-se a um padrão do que as pessoas gostam. Ou são obrigadas a gostar já que não conseguem ouvir outra coisa. E aí gera-se um ciclo vicioso. Eu só gosto disso porque eu só ouço isso. Eu só ouço isso porque eu só gosto disso.


Sem contar a questão temática que todos os artistas, Renato Russo inclusive, sempre conheceram: as pessoas tendem a gostar mais de músicas que retratam situações da vida delas. A conexão fica mais “fácil”.


Até a Globo entrou na onda com o “Só Toca Top”. A Jovem Pan foi junto no sertanejo. (Quem diria?) Enfim, esse padrão está em todos os lugares que você escuta e quem quer ganhar dinheiro, adivinha só? Precisa produzir conforme a demanda!


E a demanda atual é juntar sertanejo com funk, sofrência com pornografia. Tá uma lindeza musical!






Mas não é o sertanejo raiz. Esse morreu. Assim como o funk romântico. E o forró, inclusive o eletrônico, também foi junto.


A axé music partiu dessa para uma melhor. O samba vive do legado, com raras exceções como o Diogo Nogueira que está tentando produzir novidades. E a MPB tem um pequeno sopro de renovação.


As redes sociais abriram espaço para artistas desconhecidos e estes sempre foram a maioria. Então, tem muita gente pra pouco espaço e a fama é cada vez mais efêmera. Pra se manter tocando no topo, é preciso sempre estar lançando novidades. As músicas chegaram a uma volatilidade incrível, quase uma story de Instagram. Os artistas das redes sociais precisam lançar uma música “nova” quinzenalmente. Eles lançam um repertório “novo” todo mês. A parada é insana!


(Fato curioso é que qualquer musicazinha do sertanejo rapidamente chega a milhões de visualizações no YouTube.)


Mas como gerar músicas “novas” constantemente?


Na criação de qualquer coisa, a única forma de ganhar produtividade é recorrendo a padrões criados e testados previamente.


E isso traz a sensação de que as músicas são todas iguais.


Eu sempre achei que o primeiro disco do artista era o melhor. Afinal, ele geralmente levava 10 anos pra conseguir gravar o disco e, então, ele podia selecionar somente as melhores músicas de quase toda a sua carreira.


Em seguida, a fama chegava e as gravadoras o pressionavam a lançar um disco por ano.


Obviamente, essa produção em escala acabava com a qualidade e coisa muito comum era ouvirmos “comprei um disco, mas só presta uma música”.


Esse funcionamento do mercado permanece o mesmo, só que o ciclo se tornou insanamente curto. Naturalmente, a qualidade desabou junto.


Daí, eu conheci o Júlio e ele veio me provar que é possível “criar” uma música “inédita” em 1 hora:








Leigo que era e poeta que sou, eu sempre ficava intrigado quando algum artista dizia: “fiz a música primeiro e depois coloquei a letra”. Ou: “o fulano me mandou a música para eu colocar a letra”.


Até que o monstro da didática, Professor Heitor Castro, me ensinou mais essa:






Aí volta o Júlio, no tempo de um Miojo, para ensinar a fazer um indie rock:







É a vez do Koji Kobura nos ensinar como é simples criar uma música somente com tecnologia. Tudo digital. Um pouco de teoria musical. Um simples celular da Motorola, um aplicativo e partiu!






E, finalizando a parceria no post, o Júlio volta discutindo se o rock acabou:






E os Gallagher’s brothers tão nessa discussão também! O Liam fala: “aqui é rock and roll, porra!”. E o Noel fala que o rock acabou. Inclusive, ele está gravando umas coisas muito diferentes.


A minha impressão é que a turma do rock envelheceu e as novas gerações não quiseram assumir o legado.


Até mesmo o Bon Jovi, o cara que não envelhece nunca, o Paulo Ricardo gringo haha, já tá com seus quase 60 anos. Embora, não aparente haha.


Todas as bandas envelheceram e ficaram com preguiça ou sem criatividade ou, caso bem comum nas viradas tecnológicas, não conseguiram se adaptar a esse novo mercado e a essa nova forma de produzir que eu citei lá no início do post.


O Biquíni Cavadão insiste em regravar os anos 80. A requentada da vez é no som dos Paralamas. O Skank até tá tentando gravar alguma coisa nova. E o Jota Quest vem de acústico. Por sinal, fórmula e ritmo que eu detesto.


Enquanto isso, a Rádio Beach Park “morreu” e eu me vi órfão de rádio FM. Outras circunstâncias mais me levaram de volta ao começo de tudo: a dance music. Naturalmente, sempre comparando com a Eurodance dos anos 90.


De repente, o YouTube, essa grande invenção da humanidade, me conectava às maiores gravadores de dance music do planeta. Antes, eu tinha que esperar meses até que uma música chegasse no Brasil, através dos lançamentos da Jovem Pan e da Cidade. Agora, eu posso beber direto na fonte. E conhecer as músicas no dia em que são lançadas, meses antes de começarem a tocar nas rádios.


Comecei com alguns canais específicos:




E a sensação inevitável foi: “poxa vida, até aqui as músicas são todas iguais!”.


Enfim, é o estilo musical desses canais e isso me obrigou a criar uma pasta específica no meu pen drive, que eu chamei de “Dance Vibe”.


Mas a Spinnin’ Records, Armada Music, Ultra Music, 3 Beat, Proximity e os grandes DJs mundiais estavam lá lançando dance music “raiz”. Muito parecido, mas não exatamente igual à Eurodance 90. Também já um pouco diferente da dance music da última década e foi quando eu percebi que essas músicas mereciam um cantinho especial no meu pen drive. Daí nasceu a pasta Dance 2020.


E eu levei isso para o título do post. Meio pegadinha, né? Mas vende a falsa ideia que o blog é descolado e futurista haha.


E como o som sempre tem que subir, esse post vai virar uma retrospectiva com as melhores músicas de dance que eu conheci em 2018, todas no segundo semestre.


E como até uma topada te bota pra frente, essa retrospectiva já vai te jogar pra 2020!


(A partir daqui, sem muitas novidades para a galera do Facebook.)


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Sobe o SOM!


#4
Russell Small & DNO P
When Somebody


Essa é uma pequena amostra do que eu estou chamando de Dance 2020. Uma batida impossível de não dançar. De brinde, um passeio por Nova Iorque.


Um elemento criativo bem comum é que a música acaba na metade. A batida cessa e o som fica bem baixinho e depois recomeça tudo pra jogar lá em cima de novo. Sensacional!





#3
Yves V & Zaeden feat. Jermaine Fleur
Something Like


Seguindo na batida da Dance 2020, a presença mais do que inusitada de um violão.


Reparem que é mais uma música que “acaba” na metade. O BPM desacelera, o som fica bem baixinho e depois recomeça tudo pra jogar lá em cima de novo. Sensacional!





#2
ManyFew
How Would You Know


Continuando com a nossa retrospectiva de dance music de 2018 e já com um ouvido em 2020, a segunda melhor música de dance que eu conheci esse ano! Como eu desejava que você conhecesse!





#1
Bingo Players
Love Me Right


Pra fechar o post e o ano, a melhor música que eu conheci em 2018! Um ano de muitas lembranças negativas, mas cheio de coisas boas também.


O elemento criativo em comum você já pegou, né? A música acaba na metade. A batida cessa e o som fica bem baixinho e depois recomeça tudo pra jogar lá em cima de novo. Sensacional!





Até tirei onda com a minha filha, quando fizemos um vídeo bem divertido com essa música:





Valeeeeeeeu!
Feliz 2019!
Até 2020!


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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Bora Ouvir I Feel It Coming?





Hoje apresentando uma música que a minha prima Letícia me trouxe.


Um ícone recente do pop com mais de 400 milhões de visualizações no clipe oficial no YouTube. A música foi gravada pelo The Weeknd, o nome artístico utilizado pelo cantor canadense Abel Makkonen Tesfaye.


E aqui ele fez uma brincadeira de marketing com a expressão the weekend (o fim de semana).






Mas a música foi produzida mesmo pela dupla francesa de dance Daft Punk.


São aqueles top DJs/produtores musicais que não sabem cantar ou não gostam de aparecer. Daí eles precisam de uma voz e/ou de um rosto pra música bombar.


(No caso do Daft Punk isso é ainda mais verdadeiro, pois eles sempre se apresentam “mascarados” e com fantasias robóticas.)






Sabe como é, né? Música instrumental não vende… A música precisa ser cantada para que engaje mais gente, desde as repetições silábicas básicas das músicas infantis.


Daí aparece o tal do “feat” ou “ft.” que é uma abreviação de “featuring”, algo como “com a participação de”, apresentando ou protagonizando.


The Weeknd - I Feel It Coming ft. Daft Punk


É uma música black, pop, mas é romântica. A letra fala de um carinha tentando convencer uma mina a se entregar pra ele.


Isso fica bem explícito no título: “Eu Sinto Que Está Chegando”.


E esse título é repetido a exaustão umas centas vezes ao longo da música. Eu aprendi recentemente que é uma fórmula padrão do pop para que a música fixe na mente das pessoas. Além disso, você vai facilmente descobrir o nome da música e poder pesquisar mais informações sobre ela.


“I feel it coming, I feel it coming, babe
I feel it coming, I feel it coming, babe
I feel it coming, I feel it coming, babe
I feel it coming, I feel it coming, babe”


Já aproveita pra incrementar o seu Inglês aprendendo a pronúncia e o significado dessa expressão.


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Sobe o SOM!






! POST SCRIPTUM !


Mas isso foi um post supernormal e são, como você pode encontrar aos montes por aí.


Vamos dar o play na loucura agora que é pro post ficar com a conhecida marca do blog Bora Ouvir Uma. Afinal, temos uma reputação construída ao longo de 130 posts a zelar haha.


Há poucos meses, encontrei no YouTube um superprofessor de violão. Sério, esse cara é o Heitor Castro, um dos melhores professores que eu já conheci. Ele tem uma didática monstra que só os grandes mestres possuem. Tanto que ele está me fazendo reconsiderar o projeto de tocar violão, 19 anos depois de um fracasso traumático.






Pois bem, entre uma aula e outra, ele posta alguns vídeos das suas performances espetaculares e inspiradoras. Mais motivadoras do que inspiradoras haha. E recentemente ele publicou essa versão acústica muito inusitada com percussão improvisada da música do post.


Eu não sou muito fã de versões, mas isso aqui é SEN-SA-CI-O-NAL!







Eu sinto que você está chegando no blog. Até a próxima!


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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Bora Ouvir a Deusa de Itamaracá?





Eu fiquei um tanto desconfortável para ilustrar esse post, então comecei com uma linda foto da Ilha de Itamaracá, lugar que empresta o nome à música.


(É um município-ilha na região metropolitana do Recife e deve ser muito louco morar em uma pequena ilha.)


Eu poderia usar o meu lindo mosaico feminino de outros posts…






…mas achei melhor deixar a coisa mais interativa:



[ Se você for homem, imagine aqui a foto perfeita da mulher mais linda que você conhece. ]


[ Se você for mulher, imagine aqui a sua foto mais linda! ]



Nos últimos anos, principalmente depois da criação do blog, eu abandonei de vez a TV e tenho me dedicado mais à música. Inclusive o projeto de aprender a tocar algum instrumento musical está cada vez mais vivo.


E um vício que tem me dado muito prazer é descobrir músicas novas – e, obviamente, estou me referindo a músicas que eu não conhecia e não necessariamente a músicas recentes. Nessa brincadeira, o meu pen drive já vai batendo nas 1600 músicas.


Hoje, eu vou falar um pouco do meu processo de descoberta de músicas.




Como eu descubro músicas inéditas?








1. Rádio FM + Shazam – tenho algumas rádios preferidas e, quando ouço um som diferente, Shazam! É um aplicativo fodástico que me diz em segundos tudo sobre a música: cantor, nome, letra… Fato é que, depois que eu perdi a Rádio Beach Park, esse item 1 tem sido bem menos produtivo.


2. YouTube – através dos lançamentos (nos canais em que estou inscrito) ou das sugestões de vídeos relacionados.


3. Indicações de Amigos – sejam através do blog ou do WhatsApp. Embora alguns bons amigos também tenham deixado de ser produtivos ultimamente.




E você? Me ensine aí como descobrir músicas novas…




Pois bem, eu estava nos meus canais favoritos de forró no YouTube (Forró Stream e Trechos do Forró) quando a ferramenta me sugeriu um tal de:




Paguei pra ver e era um forró pé-de-serra maravilhoso, com lindas poesias, clássicos do forró e aquele sotaque característico do Nordeste, forte, marcado, com a pronúncia de todas as sílabas. Impossível eu não gostar!


E já na segunda música do DVD, me apareceu isso aqui…


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Sobe o SOM!


por Geraldinho Lins







#PQP Que musga é essa, hein!?


Daí eu prossegui na minha pesquisa musical pelo Google/YouTube e descobri que essa música é do Almir Rouche. A versão original era romântica/brega e com uma gaita muito “enjoada”:


por Almir Rouche







Seguindo, foi a vez do Pablo regravá-la, no seu ritmo característico, o arrocha:


por Pablo







Terminando o post e a pesquisa lá em cima, achei essa versão a uns 200 BPM. É tão acelerada que ele praticamente termina a música 1 minuto “antes” haha.


por Mano Walter







E eu, que não sou muito fã de versões, fiquei numa dúvida danada sobre qual a minha versão favorita. À exceção do Pablo, todos foram parar no meu pen drive.




Deusa de Itamaracá


Sei que é para me matar
Teu olhar, teu olhar
Lindo como a cor do mar, cor do mar, desejar
Deusa sereia do mar, me chama, que eu vou
Pra me dar o teu amor, pra que eu possa ser feliz
Na verdade eu nem sei
Quantas vezes tenho que ficar
Flutuando pelo céu, louco de amor até
Num castelo de areia na quebrada da maré
Flutuando pelo céu, louco de amor até
Num castelo de areia na quebrada da maré




E aí? Gostou dessa música? Qual a sua versão favorita? Conhece ainda outras versões dessa música?


Valeu!


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