Eu
brinquei no ano passado que as retrospectivas estavam proibidas, mas
cá estamos haha
Meio
fora de tempo, meio fora do padrão, mas, como dizia um colega meu:
antes cedo do que nunca haha
E
também é importante ter esse post no portfólio do blog.
Foi
um ano fraco também aqui no blog. Afinal, a bebê tomou toda a minha
energia e eu só consegui produzir 20 posts inéditos. E
aqui vou tentar escolher os 3 melhores.
Pra
disputa ficar mais justa, excluí o último post do ano no qual fiz
uma análise da qualidade musical atual e brinquei com uma
retrospectiva futurista de dance music:
O
blog
tem me possibilitado conhecer e apresentar diversos artistas e
bandas. Acabou virando um pagamento e uma missão. Na
medalha de bronze, apresentamos o rock gaúcho baladinha da Vera
Loca. E
é uma responsabilidade imensa apresentar um artista que não está
na grande mídia.
Uma
das marcas do blog é fazer playlists temáticas e dessa vez juntamos
8 timbres femininos bastante diferentes para homenageá-las. Medalha
de prata, mas poderia ser rosa.
Tradição
mantida foi trazer rock brasil no meu aniversário. E é uma
responsabilidade imensa apresentar a discografia de uma banda com
tantos fãs. Pra cada disco, cada música selecionada, dei uns
palpites. Post completíssimo!
Então
era isso. Pra quem é do blog, grande abraço. Pra quem não
conhecia, prazer. Soooooobe o som!
Ei, psiu, se liga…
Dá para ficar sabendo das novidades do blog pelas redes sociais. Sigam-me os bons!
Daí
liga o meu pai pra reclamar: a Jangadeiro FM só toca os mesmos 8
artistas. E eles são indistinguíveis entre si. São praticamente as
mesmas músicas. De manhã, quando eu vou, as mesmas músicas. E à
tarde, quando eu volto, lá estão elas de novo. E no outro dia é a
mesma coisa.
Será
que as músicas estão todas iguais?
É
a produção artística comercial. Chegou-se a um padrão do que as
pessoas gostam. Ou são obrigadas a gostar já que não conseguem
ouvir outra coisa. E aí gera-se um ciclo vicioso. Eu
só gosto disso porque eu só ouço isso. Eu só ouço isso porque eu
só gosto disso.
Sem
contar a questão temática que todos os artistas, Renato Russo
inclusive, sempre conheceram: as pessoas tendem a gostar mais de
músicas que retratam situações da vida delas. A conexão fica mais
“fácil”.
Até
a Globo entrou na onda com o “Só Toca Top”. A Jovem Pan foi
junto no sertanejo. (Quem diria?) Enfim, esse padrão está em todos
os lugares que você escuta e quem quer ganhar dinheiro, adivinha só?
Precisa produzir conforme a demanda!
E
a demanda atual é juntar sertanejo com funk, sofrência com
pornografia. Tá uma lindeza musical!
Mas
não é o sertanejo raiz. Esse morreu. Assim como o funk romântico.
E o forró, inclusive o eletrônico, também foi junto.
A
axé music partiu dessa para uma melhor. O samba vive do legado, com
raras exceções como o Diogo Nogueira que está tentando produzir
novidades. E a MPB tem um pequeno sopro de renovação.
As
redes sociais abriram espaço para artistas desconhecidos e estes
sempre foram a maioria. Então, tem muita gente pra pouco espaço e a
fama é cada vez mais efêmera. Pra se manter tocando no topo, é
preciso sempre estar lançando novidades. As músicas chegaram a uma
volatilidade incrível, quase uma story de Instagram. Os
artistas das redes sociais precisam lançar uma música “nova”
quinzenalmente. Eles lançam um repertório “novo” todo mês. A
parada é insana!
(Fato
curioso é que qualquer musicazinha do sertanejo rapidamente chega a
milhões de visualizações no YouTube.)
Mas
como gerar músicas “novas” constantemente?
Na
criação de qualquer coisa, a única forma de ganhar produtividade é
recorrendo a padrões criados e testados previamente.
E
isso traz a sensação de que as músicas são
todas iguais.
Eu
sempre achei que o primeiro disco do artista era o melhor. Afinal,
ele geralmente levava 10 anos pra conseguir gravar o disco e, então,
ele podia selecionar somente as melhores músicas de quase toda a sua
carreira.
Em
seguida, a fama chegava e as gravadoras o pressionavam a lançar um
disco por ano.
Obviamente,
essa produção em escala acabava com a qualidade e coisa muito comum
era ouvirmos “comprei um disco, mas só presta uma música”.
Esse
funcionamento do mercado permanece o mesmo, só que o ciclo se tornou
insanamente curto. Naturalmente, a qualidade desabou junto.
Daí,
eu conheci o Júlio e ele veio me provar que é possível “criar”
uma música “inédita” em 1 hora:
Leigo
que era e poeta que sou, eu sempre ficava intrigado quando algum
artista dizia: “fiz a música primeiro e depois coloquei a letra”.
Ou: “o fulano me mandou a música para eu colocar a letra”.
Até
que o monstro da didática, Professor Heitor Castro, me ensinou mais
essa:
Aí
volta o Júlio, no tempo de um Miojo, para ensinar a fazer um indie
rock:
É
a vez do Koji Kobura nos ensinar como é simples criar uma música
somente com tecnologia. Tudo digital. Um pouco de teoria musical. Um
simples celular da Motorola, um aplicativo e partiu!
E,
finalizando a parceria no post, o Júlio volta discutindo se o rock
acabou:
E
os Gallagher’s brothers tão nessa discussão também! O
Liam fala: “aqui é rock and roll, porra!”. E o Noel fala que o
rock acabou. Inclusive,
ele está gravando umas coisas muito diferentes.
A
minha
impressão é que a turma do rock envelheceu e as novas gerações
não quiseram assumir o legado.
Até
mesmo o Bon Jovi, o cara que não envelhece nunca, o Paulo Ricardo
gringo haha,
já tá com seus quase
60
anos. Embora, não aparente haha.
Todas
as bandas envelheceram e ficaram com preguiça ou sem criatividade
ou, caso bem comum nas viradas tecnológicas, não conseguiram se
adaptar a esse novo mercado e
a essa nova forma de produzir que
eu citei lá no início do post.
O
Biquíni Cavadão insiste em regravar os anos 80. A requentada da vez
é no som dos Paralamas. O Skank até tá tentando gravar alguma
coisa nova. E
o Jota Quest vem de acústico. Por sinal, fórmula e ritmo que eu
detesto.
Enquanto
isso, a Rádio Beach Park “morreu” e eu me
vi órfão
de rádio FM. Outras
circunstâncias mais me levaram de volta ao começo de tudo: a dance
music. Naturalmente,
sempre comparando com a Eurodance dos anos 90.
De
repente, o YouTube, essa grande invenção da humanidade, me
conectava às maiores gravadores de dance music do planeta. Antes,
eu tinha que esperar meses até que uma música chegasse no Brasil,
através dos lançamentos da Jovem Pan e da Cidade. Agora, eu posso
beber direto na fonte. E conhecer as músicas no dia em que são
lançadas, meses antes de começarem a tocar nas rádios.
E
a sensação inevitável foi: “poxa vida, até aqui as músicas são
todas iguais!”.
Enfim,
é o estilo musical desses canais e isso me obrigou a criar uma pasta
específica no meu pen drive, que eu chamei de “Dance Vibe”.
Mas
a Spinnin’ Records, Armada Music, Ultra Music, 3 Beat, Proximity
e os grandes DJs mundiais estavam lá lançando dance music “raiz”.
Muito
parecido, mas não exatamente igual à Eurodance 90. Também já um
pouco diferente da dance music da última década e foi quando eu
percebi que essas músicas mereciam um cantinho especial no meu pen
drive. Daí
nasceu a pasta Dance 2020.
Eeu
levei isso para o título do post. Meio
pegadinha, né? Mas vende a falsa ideia que o blog é descolado e
futurista haha.
E
como o som sempre tem que subir, esse post vai virar uma
retrospectiva
com as melhores músicas de dance que eu conheci em 2018,
todas
no segundo semestre.
E
como
até uma topada te bota pra frente, essa retrospectiva já vai te
jogar pra 2020!
(A
partir daqui, sem muitas novidades para a galera do Facebook.)
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o blog. Compartilhe músicas boas com a gente.
Sobe
o SOM!
#4
Russell
Small & DNO P
When
Somebody
Essa
é uma pequena amostra do que eu estou chamando de Dance 2020. Uma
batida impossível de não dançar. De brinde, um passeio por Nova
Iorque.
Um
elemento criativo bem comum é que a música acaba na metade. A
batida cessa e o som fica bem baixinho e depois recomeça tudo pra
jogar lá em cima de novo. Sensacional!
#3
Yves
V & Zaeden feat. Jermaine Fleur
Something
Like
Seguindo
na batida da Dance 2020, a presença mais do que inusitada de um
violão.
Reparem
que é mais uma música que “acaba” na metade. O BPM desacelera,
o som fica bem baixinho e depois recomeça tudo pra jogar lá em cima
de novo. Sensacional!
#2
ManyFew
How
Would You Know
Continuando
com a nossa retrospectiva de dance music de 2018 e já com um ouvido
em 2020, a segunda melhor música de dance que eu conheci esse ano!
Como eu desejava que você conhecesse!
#1
Bingo
Players
Love
Me Right
Pra
fechar o post e o ano, a melhor música que eu conheci em 2018! Um
ano de muitas lembranças negativas, mas cheio de coisas boas também.
O
elemento criativo em comum você
já pegou, né? A
música acaba na metade. A batida cessa e o som fica bem baixinho e
depois recomeça tudo pra jogar lá em cima de novo. Sensacional!
Até
tirei onda com a minha filha, quando fizemos um vídeo bem divertido
com essa música:
Valeeeeeeeu!
Feliz
2019!
Até
2020!
Ei, psiu, se liga…
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Hoje
apresentando uma música que a minha prima Letícia me trouxe.
Um
ícone recente do pop com mais de 400 milhões de visualizações no
clipe oficial no YouTube. A
música foi gravada pelo The
Weeknd,
o nome artístico utilizado pelo cantor canadense Abel Makkonen
Tesfaye.
E
aqui
ele fez uma brincadeira de marketing com a expressão the
weekend (o
fim de semana).
Mas
a música foi produzida mesmo pela dupla francesa de dance Daft
Punk.
São
aqueles top DJs/produtores
musicais
que não sabem cantar ou não gostam de aparecer. Daí
eles precisam de uma voz e/ou de um rosto pra música bombar.
(No
caso do Daft Punk isso é ainda mais verdadeiro, pois eles sempre se
apresentam “mascarados” e
com fantasias robóticas.)
Sabe
como é, né? Música instrumental não vende… A
música precisa ser cantada para que engaje mais gente, desde
as repetições silábicas básicas das músicas infantis.
Daí
aparece o tal do “feat” ou
“ft.”
que é uma abreviação
de “featuring”, algo como “com a participação de”,
apresentando
ou protagonizando.
The
Weeknd - I
Feel It Coming ft.
Daft
Punk
É
uma música black, pop, mas é romântica. A
letra fala de um carinha tentando convencer uma mina a se entregar
pra ele.
Isso
fica bem explícito no título: “Eu Sinto Que Está Chegando”.
E
esse título é repetido a exaustão umas
centas vezes ao longo da música. Eu
aprendi recentemente que é uma fórmula padrão do pop para que a
música fixe na mente das pessoas. Além disso, você vai facilmente
descobrir o nome da música e poder pesquisar mais informações
sobre ela.
“I
feel it coming, I feel it coming, babe
I
feel it coming, I feel it coming, babe
I
feel it coming, I feel it coming, babe
I
feel it coming, I feel it coming, babe”
Já
aproveita pra incrementar o seu Inglês aprendendo a pronúncia e o
significado dessa expressão.
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Sobe
o SOM!
!
POST SCRIPTUM !
Mas
isso foi um post supernormal e são, como você pode encontrar aos
montes por aí.
Vamos
dar o play na loucura agora que
é pro
post ficar com a
conhecida
marca
do blog Bora Ouvir Uma.
Afinal,
temos uma reputação construída ao longo de 130 posts a zelar haha.
Há
poucos meses, encontrei no YouTube um superprofessor de violão.
Sério, esse cara é o Heitor Castro, um dos melhores professores que
eu já conheci. Ele
tem uma didática monstra que só os grandes mestres possuem. Tanto
que ele está me fazendo reconsiderar o projeto de tocar violão, 19
anos depois de um fracasso traumático.
Pois
bem, entre uma aula e outra, ele posta alguns vídeos das suas
performances espetaculares e inspiradoras. Mais
motivadoras do que inspiradoras haha. E recentemente ele publicou
essa versão
acústica muito inusitada com percussão improvisadada
música do post.
Eu
não sou muito fã de versões, mas isso aqui é SEN-SA-CI-O-NAL!
Eu
sinto que você está chegando no blog. Até a próxima!
Ei, psiu, se liga…
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Eu
fiquei um tanto desconfortável para ilustrar esse post, então
comecei com uma linda foto da Ilha de Itamaracá, lugar que empresta
o nome à música.
(É
um município-ilha
na
região metropolitana do Recife e deve ser muito louco morar em uma
pequena ilha.)
Eu
poderia usar o meu lindo mosaico feminino de outros posts…
…mas
achei melhor deixar a coisa mais interativa:
[
Se você for homem, imagine aqui a foto perfeita da mulher mais linda
que você conhece. ]
[
Se você for mulher, imagine aqui a sua foto mais linda! ]
Nos
últimos anos, principalmente depois da criação do blog, eu
abandonei de vez a TV e tenho me dedicado mais à música. Inclusive
o projeto de aprender a tocar algum instrumento musical está cada
vez mais vivo.
E
um vício que
tem me dado muito prazer
é
descobrir
músicas novas
– e, obviamente, estou me referindo a músicas que eu não conhecia
e não necessariamente a músicas recentes. Nessa
brincadeira, o meu pen drive já vai batendo nas 1600 músicas.
Hoje,
eu vou falar um pouco do meu processo de descoberta de músicas.
Como
eu descubro músicas inéditas?
1.
Rádio FM + Shazam
– tenho algumas
rádios preferidas e, quando ouço um som diferente, Shazam! É um
aplicativo fodástico que me diz em segundos tudo sobre a música:
cantor, nome, letra… Fato
é que, depois que eu perdi a Rádio Beach Park, esse item 1 tem sido
bem menos produtivo.
2.
YouTube
– através dos lançamentos (nos canais em que estou inscrito) ou
das sugestões de vídeos relacionados.
3.
Indicações
de Amigos
– sejam através do blog ou do WhatsApp. Embora
alguns bons amigos também tenham
deixado de
ser produtivos ultimamente.
E
você? Me ensine aí como
descobrir músicas novas…
Pois
bem, eu estava nos meus canais favoritos de forró no YouTube (Forró
Stream e Trechos do Forró) quando a ferramenta me sugeriu um tal de:
Paguei
pra ver e era um forró pé-de-serra maravilhoso, com
lindas poesias, clássicos do forró e aquele sotaque característico
do Nordeste, forte, marcado, com a pronúncia de todas as sílabas.
Impossível
eu não gostar!
E
já na segunda música do DVD, me apareceu isso aqui…
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Sobe
o SOM!
por
Geraldinho Lins
#PQP
Que musga é essa, hein!?
Daí
eu prossegui na minha pesquisa musical pelo Google/YouTube e descobri
que essa música é do Almir Rouche. A versão original era
romântica/brega e com uma gaita muito “enjoada”:
por
Almir
Rouche
Seguindo,
foi a vez do Pablo regravá-la, no seu ritmo característico, o
arrocha:
por
Pablo
Terminando
o post e a pesquisa lá em cima, achei essa versão a uns 200 BPM. É
tão acelerada que ele praticamente termina a música 1 minuto
“antes” haha.
por
Mano
Walter
E
eu, que não sou muito fã de versões, fiquei numa dúvida danada
sobre qual a minha versão favorita. À exceção do Pablo, todos
foram parar no meu pen drive.
Deusa
de Itamaracá
Sei
que é para me matar
Teu
olhar, teu olhar
Lindo
como a cor do mar, cor do mar, desejar
Deusa
sereia do mar, me chama, que eu vou
Pra
me dar o teu amor, pra que eu possa ser feliz
Na
verdade eu nem sei
Quantas
vezes tenho que ficar
Flutuando
pelo céu, louco de amor até
Num
castelo de areia na quebrada da maré
Flutuando
pelo céu, louco de amor até
Num
castelo de areia na quebrada da maré
E
aí? Gostou dessa música? Qual a sua versão favorita? Conhece ainda
outras versões dessa música?
Valeu!
Ei, psiu, se liga…
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