quarta-feira, 11 de julho de 2018

Bora Ouvir o Saint Motel?





Eita que eu me pego com uma saudade desgraçada da Beach Park FM. #PQP


Ainda bem que eu tive a brilhante ideia de baixar as músicas que a rádio me trazia. Arrisco dizer que um terço do meu pen drive teve origem no setlist da Beach Park FM e é isso o que está me salvando atualmente. A rádio que fez o meu ouvido nessa fase mais madura da minha vida.


Foi uma ótima ideia baixar e catalogar os arquivos, pra não ficar dependendo de conexão ou de emissor. O material está bem disponível e seguro comigo. E, sempre que o pen drive sorteia alguma dessas músicas, eu me sinto como se a Beack Park FM ainda estivesse conectada comigo e sinto aquele prazer imenso que só essa rádio era capaz de me trazer.


(Hoje em dia, muitas rádios de notícias (?) e o rádio fica com um vazio imenso…)




E só mesmo ela pra me trazer um som desses! É um som único e de difícil catalogação e eu simplesmente fui estocando na minha pasta genérica chamada “pop”, onde eu coloco os sons mais difíceis de se definir/agrupar/catalogar.


Mas eu fiz o meu dever de casa, hein!? Sempre que eu gosto de um som novo, eu procuro saber quem é o artista e ver se ele consegue me trazer outras coisas boas. Então, boa parte do setlist do final do post já veio do YouTube mesmo.


Saint Motel é uma banda de Los Angeles, que é a segunda maior cidade dos EUA e fica na Califórnia, na costa oeste estadunidense.


Saint Motel subiu o som pela primeira vez em 2007 e lançou seu primeiro disco em 2009. São A/J Jackson (voz, violão e piano), Aaron Sharp (violão), Dak Lerdamornpong (baixo) e Greg Erwin (bateria).


É uma banda que vem apostando alto no audiovisual high tech. O último disco, de 2016, foi batizado de “televisão” e eles lançaram todas as músicas com clipes com visualização em 360o no YouTube. Você consegue ouvir a música, arrastando o vídeo prum lado e pro outro e vendo a letra da música (lyrics) aparecendo nos cenários. É sensacional!


Não satisfeitos, investiram em tecnologias de realidade virtual e realidade aumentada pra você literalmente entrar dentro dos clipes:







Daí você pode dizer que isso é “modinha”; que eles estão apelando pra fazer sucesso; que é uma grande inovação.


Aceito todos esses argumentos.


Mas eu estou isento para falar da banda, pois, como comecei o post, conheci os caras no rádio FM, ou seja, eu realmente me conectei no som desde o princípio.


E por que não se valer da bendita tecnologia para levar a sua música e a sua arte mais longe?


Nessa mesma linha, eles enriqueceram o canal deles com diversas versões (covers) das músicas, mostrando que realmente têm a mente muito aberta. (Veja exemplos no final do post.)




Então bora lá que chegou a hora de subir o som e o blog segue cumprindo uma das suas missões que é apresentar sons “desconhecidos” da massa.


Chega aí pra um TOP 5 como só o Bora Ouvir Uma faz!


Compartilhe o blog. Compartilhe músicas boas com a gente.


Sobe o SOM!


_sAInt mOtEl_ 5/ Destroyer







_sAInt mOtEl_ 4/ Benny Goodman







_sAInt mOtEl_ 3/ Cold Cold Man







_sAInt mOtEl_ 2/ Move


Esse vídeo é em 360 graus. Então, gire-o à vontade!







_sAInt mOtEl_ 1/ My Type







BONUS TRACKS


Destroyer (Mariachi Version)







Cold Cold Man (Lounge Piano Cover)







Move (The Floozies Remix)







Valeu, gente! Até um dia!


Ei, psiu, se liga…
Dá para ficar sabendo das novidades do blog pelas redes sociais. Sigam-me os bons!
      

Conheça a minha obra completa em:

domingo, 1 de julho de 2018

Bora Ouvir o Skank?



Eu prometi trazer o Skank para a festa dos meus 33 anos e cá estamos mantendo a tradição de celebrar o meu aniversário com o velho e bom Rock Brasil:




São os amigos mineiros com jeitão de nerds que resolveram montar uma banda de reggae que mandou ver também no rock and roll e se tornou um dos ícones pops tupiniquins. Também mandam MPB e, se preciso for, uma sofrenciazinha porque, para isso, não há ritmo.


Falando de amizade, vou repetir alguns posts antigos: uma amizade bonita de uma banda que passou mais de 25 anos em evidência na mídia sem precisar apelar para brigas, fofocas ou escândalos. Sucesso pelo talento. Sem apelação. Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferretti.


E muito desse talento vem da cabeça genial do psicólogo Samuel Rosa. Ele que escreveu tantos hits no imaginário popular ao lado de Chico Amaral e Nando Reis.


A energia da banda ao vivo é algo espetacular e eu pude prestigiá-los em vários shows ao longo das últimas décadas, notadamente nas melhores noites do Ceará Music.


Numa sacada pop muito esperta produziram o que é considerado o hino do esporte mais popular do Brasil. É a hora de tirar a camisa no show e rodar lá em cima, confirmando a energia que eu estou descrevendo e trazendo um verso sensacional, que eu uso muito nas mais diversas situações da vida:


"Bola na trave não altera o placar”


(Lembro até de um corinthiano amigo de infância alertando para a magia de uma bola na trave: é muito mais difícil acertar na pequena trave do que no gol gigante…)


Essa energia toda foi devidamente registrada no épico DVD Multishow Ao Vivo no Mineirão (2010), misturando mais do que nunca a explosão do Skank e a sua paixão pelo futebol.


Ainda tentaram cantar em Espanhol para ganhar mai$ mercado. Sabe como é né: “o papa é pop e o pop não poupa ninguém!”.


Nessa mesma linha, fizeram dezenas e dezenas de trilhas sonoras em filmes e novelas.





E eu ia falar que o nome da banda foi mais uma sacada genial… É muito difícil criar uma palavra nova e eles conseguiram formar uma palavra altamente sonora pois junta dois ritmos bem dançantes (ska e funk). Porém, o Google e a Wikipedia nos dizem que o nome da banda foi uma homenagem à música Easy Skanking do Bob Marley que, por sua vez, é uma homenagem ao skunk, variante da maconha!


Então bora lá percorrer a discografia magnífica dessa banda e eu volto palpitando sobre cada música…


Compartilhe o blog. Compartilhe músicas boas com a gente.


Sobe o SOM!


(1993) Skank


Indignação


Afinal, se apresentaram como uma banda de reggae. E, nessa época, com letras bem politizadas…







Tanto


E uma sofrenciazinha básica skankiana… (Originalmente, um reggae também.)
É tanto, é tanto
Se ao menos você soubesse
Te quero tanto”







Homem que Sabia Demais


E tome mais reggae! Essa eu usei até em outro post:









(1994) Calango


Esse, sim, o disco no qual o Skank falou que não estava vindo pra brincadeira!


Jackie Tequila


Continuando no reggae, essa é aquela pra cantar forte no show e separar os fãs dos ouvintes. Essa é a “Faroeste Caboclo” dos caras.







Esmola


Mais crítica social numa música bem pegajosa:







O Beijo e a Reza


É reggae e é simplesmente a minha música favorita do Skank:
Me dá um beijo porque o beijo é uma reza pro marujo que se preza”







Te Ver


Era uma banda de reggae, cara:
Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável, é dor incrível”







Pacato Cidadão


O mesmo que eu escrevi sobre “Esmola”.







Sam


E ela que entrou no post depois de pronto já haha
Uma preciosidade que eu resgatei ao produzir o post e esse foi o meu pagamento!








(1996) O Samba Poconé


A partir daqui, começam a “abandonar” um pouco o reggae.


É Uma Partida De Futebol


Conforme comentei lá no início do post…







Garota Nacional


Aí os caras me aparecem com um funk e essa batida é inconfundível!







Tão Seu


Um exemplar da denominada sofrência skankiana:
Eu sinto sua falta
Não posso esperar tanto tempo assim
O nosso amor é novo
É o velho amor ainda e sempre


Não diga que não vem me ver
De noite eu quero descansar
Ir ao cinema com você
Um filme à toa no pathé


Que culpa a gente tem de ser feliz?
Que culpa a gente tem, meu bem?
O mundo bem diante do nariz
Feliz aqui e não além…


Me sinto só, me sinto só
Eu me sinto tão seu…
Me sinto tão, me sinto só
E sou teu”







(1998) Siderado


E essa mania de inventar palavras...


Resposta


Sem medo de ser Oasis, nos cabelos e nas melodias. E tome sofrência: ai, ai…







Siderado


Se duvidar eu tenho mais de um mar de provas”







Saideira


Aqui resolveram brincar com um ícone da cultura brasileira.
Uma saideira inesquecível foi no Parque do Cocó. O show “terminou” e muita gente desavisada foi embora. Com isso, ficamos com bastante espaço livre nas arquibancadas. A banda volta com tudo para o bis, para a Saideira e nós fizemos um carnavalzão, parecia até coreografia de torcida organizada! Sensacional!
Tem um lugar diferente lá depois da saideira”







(2000) Maquinarama


E essa mania de inventar palavras...


Três Lados


A melhor energia do Skank ao vivo… #PQP Só estando lá mesmo…







Balada do Amor Inabalável


Impossível não lembrar de uma novela haha







Ali


Muito Oasis. Muita sofrência. Caramba, que música!
Ela me olhou, vem!
Quem sabe com ela
Eu veria as tardes
Que sempre me faltaram
Como miragens, como ilusão


E se eu não posso ver
Eu fico imaginando


Virá com ela que entrega,
virá sim, assim virá que eu vi
Virá ou ela me espera,
Virá pois ela está ali”







(2001) MTV Ao Vivo - Skank


No cenário fodástico de Ouro Preto.


Estare Prendido en Tus Dedos


En español…







(2003) Cosmotron


E essa mania de inventar palavras...


Amores Imperfeitos


Essa ficou bem lindinha com a Anavitória.






Dois Rios


E aqui um coverzão descarado do Oasis. E eu sei do que estou falando:









Vou Deixar


Hora do show ir lá em cima. Mas muuuuuuuito!







(2006) Carrossel


Mil Acasos


E o show vai alto ou não?
Mil acasos me levam a você
No início, no meio ou no final
Me levam a você
De um jeito desigual”







(2008) Estandarte


Ainda Gosto Dela


Mais sofrência em uma combinação de vozes raríssima do Samuel Rosa com a Negra Li. É tão fodástico que rola um bis da música dentro da própria música!
Hoje acordei sem lembrar
Se vivi ou se sonhei
Você aqui nesse lugar
Que eu ainda não deixei


[…]


Eu ainda gosto dela
Mas ela já não gosta tanto assim
A porta ainda está aberta
Mas da janela já não entra luz


E eu ainda penso nela
Mas ela já não pensa mais em mim
Em mim não”







Noites De Um Verão Qualquer







Sutilmente


Ai, ai…
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce… é
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate (não)
Dentro de ti
Dentro de ti


Mesmo que o mundo acabe enfim
Dentro de tudo que cabe em ti”







(2010) Multishow Ao Vivo no Mineirão


No cenário fodástico do Mineirão.


Presença


Essa já valeu até um post completo, rapaz:










(2014) Velocia


E essa mania de inventar palavras…


Esquecimento


Não sei porque você
Insiste em demorar
Eu quero que você
Diga já”






Valeeeeeeeeeeu!



Ei, psiu, se liga…
Dá para ficar sabendo das novidades do blog pelas redes sociais. Sigam-me os bons!
      

Conheça a minha obra completa em: